• Document: O GÊNIO DO CRIME. J o ã o C a r l o s Marinho
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O GÊNIO DO CRIME João Carlos Marinho Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009. Clube do E-book Dados de Catalogação na Publicação (CIP) Internacional (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Marinho, João Carlos M29g O gênio do crime / João Carlos Marinho. – 33ª ed 33ª ed. São Paulo : Global, 1989 ISBN: 85-260-0177-9 1. Ficção policial e de mistério - Literatura Infanto-juvenil I. Título. 88-1724 CDD-028.5 Índices para catálogo sistemático: 1. Estórias de detetives: Literatura infanto-juvenil 028.5 2. Ficção policial: Literatura infanto-juvenil 028.5 3. Literatura juvenil 028.5 © João Carlos Marinho, 1986 34ªedição: 1989 35ª edição: 1990 36ª edição: 1990 Supervisão editorial: Luiz Roberto Benati Revisão: Ana A. Rotondano (controle) Antônio José Fonseca Franz Keppler Produção gráfica: Hélio Daziano Capa e ilustração do miolo: Estúdio Gepp e Maia Arte-final: Wilson Garcia nº de catálogo: 1760 Direitos reservados: G lob al edi tora e d is tr ibu id ora L tda. Rua França Pinto. 836 Rua Mariz e Barros. 39 Fone: (011) 572-4473 conjs. 26/36 Cep 04016 - V. Mariana Fone: (021) 273-5944 Cx Postal 45329 Cep 20270 - Tijuca São Paulo SP Rio de Janeiro RJ Dedico este livro à minha querida avó Cecília do Val Marinho. Agradeço demais o estímulo que me deu o grande amigo José Osório. CONTEÚDO Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5 Capítulo 6 Capítulo 7 Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Capítulo 11 Capítulo 12 Capítulo 13 Capítulo 14 Capítulo 15 Capítulo 16 Capítulo 17 Capítulo 18 Capítulo 19 Capítulo 20 Capítulo 21 Capítulo 22 Capítulo 23 Capítulo 24 Capítulo 25 Capítulo 26 Capítulo 27 Capítulo 28 Capítulo 29 Capítulo 30 Capítulo 31 Capítulo 32 Capítulo 33 Capítulo 34 Capítulo 35 Capítulo 36 Capítulo 37 Capítulo 38 Capítulo 39 Capítulo 40 O GÊNIO DO CRIME Capítulo 1 Era um mês de outubro em São Paulo, tempo de flores e dias nem muito quentes nem muito frios, e a criançada só falava no concurso das figurinhas de futebol. Deu mania, mania forte, dessas que ficam comichando o dia inteiro na cabeça da gente e não deixa pensar em mais nada. Quem enchia o álbum ganhava prêmios bons e jogava-se abafa pela cidade: São Paulo estava de cócoras batendo e virando. Batia-se de concha, de mão mole, de quina, com efeito, de mão dura, conforme o tamanho do bolo, o jeito do chão e o personalíssimo estilo de cada um. Na Escola Primária Três Bandeiras o sino anunciou o recreio e o Edmundo saiu voando da classe para encontrar o Pituca no pátio. Os dois estudavam no admissão, mas o Edmundo estava no 5.° ano A e o Pituca no 5.° ano B, e não tinham podido conversar ainda naquela manhã. Edmundo estava aflito: faz dois meses que só faltava o Rivelino para encher o álbum e poder ir lá na fábrica receber o prêmio. Comprara toneladas de envelopinhos e o Rivelino não saía, virou a cidade nos abafas até de Vila Matilde e do Tucuruvi e num dia foi num treino do Corinthians falar com o próprio Rivelino, inutilmente, porque o jogador também colecionava e não conseguia encontrar a figura dele mesmo. Finalmente o Pituca veio com a novidade: disseram que no Largo de São Bento tinha um cambista que vendia as figurinhas abertas; o fulano encomendava a figurinha que queria e no dia seguinte o cambista trazia. Custava caro mas era garantido. Edmundo quis ir no mesmo dia, porém, tinha morrido um tio e o enterro seria naquela tarde, daí ter dado o dinheiro para o Pituca encomendar. O enterro foi triste, Edmundo só pensava no Rivelino e teve que suportar um discurso de beira de cova que durou uma hora, dum parente que gostava de fazer discurso em festa de aniversário e casamento; uma oração poderosa, onde se elogiava a vida do defunto, o sacrifício que fez para vencer na vida, seu horror aos vícios, pois nunca fumara nem bebera, acordando cedo e dormindo antes das dez, seu equilíbrio e seu caráter, terminando o orador por apontar ameaçadoramente o dedinho aos presentes e proclamar que não se iludissem, todos morreriam, não sobraria ninguém. Na hora da janta telefonou ao Pituca e o telefone estava enguiçado; quis ir lá mas a mãe não deixou porque no outro dia tinha sabatina. Para facilitar a decora

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