• Document: O MAIOR MILAGRE DO MUNDO Og Mandino
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O MAIOR MILAGRE DO MUNDO Og Mandino VOCÊ ACHOU UM TESOURO! Em 1976, aos 52 anos, Og Mandino surpreendeu a indústria editorial norte- americana ao deixar a presidência da fa­ mosa revista Success Unlimited para se dedicar em tempo integral à carreira de escritor e conferencista. A surpresa durou pouco, porque ele logo se tomou um exemplo de sucesso, tanto como conferencista – é um dos mais solicitados nos EUA – quanto como escritor: seus livros são best sellers em todo o mundo, com vários milhões de leitores. Og Mandino é, sem sombra de dúvida, o mais inspirado e o mais lido escritor sobre iniciativa e esforços pessoais nas últimas décadas. O segredo para alcançar tão extraordinário sucesso consiste em apresentar a vida nos termos mais claros e simples: verdade, sinceridade e fé. Seus milhões de leitores não tiveram dificuldade em perceber a espiritualidade revelada em cada pá­ gina através da mensagem de que a vida é um dom maravilhoso e é preciso vivê-la em toda a sua plenitude – e não existe tesou­ ro mais precioso do que nossa própria vida. Og Mandino ensina você a tirar o maior proveito dela. Agora que achou o tesouro, não o deixe escapar! Og Mandino O Maior Milagre do Mundo 2 Um A primeira vez que o vi? Ele dava de comer aos pombos. Por si só, tal gesto simples de caridade não constitui visão inco­ mum. Encontramos pessoas idosas, que parecem carentes de uma boa refeição, dando migalhas às aves no cais de San Francisco, na região do Common, em Boston, nas calçadas do Time Square, e nos pontos de in­ teresse de todas as cidades. Esse velho, entretanto, fazia-o no ápice de uma brutal tempestade de neve, que, de acordo com o noticiário radiofônico recebido pelo meu rádio, no automóvel, já despejara uma nova marca de vinte e seis pole­ gadas de sofrimento branco e nevado sobre Chicago e subúrbios. Com as rodas de trás girando, eu finalmente me acostara ao peque­ no aclive da calçada dando para o portão do estacionamento automático, a um quarteirão de distância de meu escritório, quando o notei pela pri­ meira vez. Ele estava de pé, em meio à imensa nevada, esquecido dos elementos da natureza, retirando ritmicamente o que pareciam ser miga­ lhas de pão de uma bolsa de papel e jogando-as com cuidado a um amontoado de aves que adejavam e esvoaçavam em volta das dobras de seu capotão de estilo militar. Quase chegando-lhe aos pés. Observei-o em meio às varreduras metronômicas de meus limpado­ res de pára-brisa, enquanto apoiava o queixo no volante do carro, ten­ tando criar força de vontade suficiente para abrir a porta do automóvel, sair para a tempestade e caminhar até a caixa de abertura do portão. Ele me fazia pensar naquelas estátuas erguidas a São Francisco, co­ locadas em jardins, e que também são vistas nas lojas de arbustos e plantas. A neve encobria-lhe quase completamente os cabelos, que caíam aos ombros, e se borrifara e penetrara na sua barba, os flocos de neve também cobriam as sobrancelhas grossas, acentuando-lhe ainda mais os traços fisionômicos, de malares largos. Em volta do pescoço pendia um cordão de couro e, preso a ele, via-se uma cruz de madeira que oscilava de um para outro lado, enquanto o velho distribuía os pe­ quenos fragmentos da substância que dá vida. Atado ao punho esquerdo havia um pedaço comprido de corda de varal, caído ao chão, em cuja Og Mandino O Maior Milagre do Mundo 3 ponta estava um cão bassê velho e multicor, com as orelhas se arrastan­ do no acúmulo da neve que caía desde a tarde do dia anterior. Enquanto o olhava, seu rosto irrompeu em sorriso e ele começou a falar com os pássaros. Sacudi a cabeça, em solidariedade silenciosa, e estendi a mão para a maçaneta na porta do carro. A viagem que tinha feito de casa até o escritório, com suas vinte e seis milhas, havia consumido mais de três horas, meio tanque de gasoli­ na e quase toda a minha paciência. O meu fiel 240-Z, com a transmissão gemendo em queixume constante e monótono em primeira, percorrera um roteiro ininterrupto, passando por inúmeros caminhões e automóveis parados na Estrada Willow, também pelo Expressway Edens, pela Ave­ nida Touhy, cruzando o Ridge, e indo a leste para Devon, passando tam­ bém pelo cruzamento da Broadway, até o parque de estacionamento da Rua Winthrop. Fora loucura de minha parte fazer até mesmo a simples tentativa de ir trabalhar aquela manhã. Mas nas três semanas anteriores eu estivera fa­ zendo uma tournée pelos Estados Unidos, promovendo meu livro, O Mai­ or Vendedor do Mundo, e após ter dito a quarenta e nove platéias de rádio e televisão, e a mais de duas dúzias de jornalistas, que a perseverança é um dos segredos mais importa

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