• Document: HARMONIZAÇÃO DE MELODIA
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE ARTES DEPARTAMENTO DE MÚSICA HARMONIZAÇÃO DE MELODIA PROF. FERNANDO LEWIS DE MATTOS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE ARTES DEPARTAMENTO DE MÚSICA HARMONIZAÇÃO DE MELODIA PROF. FERNANDO LEWIS DE MATTOS SUMÁRIO 1. ESCOLHA DE ACORDES ...................................................................................................01 2. COMPLETAMENTO DA PRIMEIRA FRASE ....................................................................13 3. COMPLETAMENTO DA SEGUNDA FRASE....................................................................29 4. ORNAMENTAÇÃO DAS VOZES INFERIORES...............................................................35 5. HARMONIZAÇÕES DA MELODIA FREU DICH SEHR ..................................................56 5. BIBLIOGRAFIA GERAL SOBRE HARMONIA ..................................................................59 1 HARMONIZAÇÃO DE MELODIA 1. ESCOLHA DOS ACORDES O exemplo abaixo consiste da primeira parte da melodia coral Freu dich sehr, o meine seel, de origem luterana, que foi harmonizada por diferentes compositores, em épocas distintas. Esta linha melódica adapta-se perfeitamente para iniciarmos o estudo de harmonização de melodia, em estilo coral. Quando se tem esse caso de uma melodia que será harmonizada, costuma-se chamar, no estudo de Harmonia, de ‘harmonização de um canto dado’1. Exemplo nº 1-1 Um canto dado pode ser harmonizado com qualquer tipo de acorde2, com base em qualquer processo de organização sonora. Para simplificar, vamos reduzir as possibilidades de escolha a somente três acordes básicos da escala de Sol Maior, as tríades3 formadas sobre o I grau, sobre o IV grau e sobre o V grau dessa escala. As tríades da escala de Sol Maior são as seguintes: 1 Um ‘canto dado’ é uma linha melódica que será utilizada como base para a realização de uma nova estrutura musical, seja por meio de harmonização, contraponto ou arranjo. O canto dado é muitas vezes chamado de cantus firmus. 2 Existe uma tipologia de acordes, onde se busca sistematizar as possibilidades de sobreposições sonoras possíveis. Uma tipologia bastante eficaz, formulada por Vincent Persichetti, divide os acordes em quatro tipos: 1. tríades – são todos os acordes formados apenas por superposição de intervalos de terça; 2. clusters – são os acordes formados somente por sobreposição de intervalos de segunda; 3. harmonia quartal – é aquela em que os acordes são construídos pela superposição de intervalos de quarta; 4. acordes mistos – são aqueles em que são combinados diferentes tipos de intervalos para a formação de estruturas harmônicas, como por exemplo, um acorde formado pelas notas dó/ré/sol, é um acorde misto formado por um intervalo de segunda sobreposto a outro de quarta. Na teoria dos acordes mistos não são consideradas as inversões de acordes do Sistema Tonal, pois os acordes mistos podem ser interpretados como inversões de acordes formados por superposição de terças, quartas ou segundas. Por exemplo, o acorde misto formado pelas notas dó/ré/sol, citado acima, poderia ser interpretado como uma inversão de um acorde quartal formado pelas notas ré/sol/dó. 3 Na tipologia de acordes, as tríades são subdivididas em quatro tipos: 1. tríade maior – formada pela sobreposição de uma terça maior e uma terça menor; 2. tríade menor – formada pela sobreposição de uma terça menor e outra maior; 3. tríade diminuta – formada pela sobreposição de duas terças menores; 4. tríade aumentada – formada pela sobreposição de duas terças maiores. Em uma escala maior, sobre o I, IV e V graus são formadas tríades maiores; sobre o II, III e VI graus são formadas tríades menores, sobre o sétimo grau é formada uma tríade diminuta. Nas escalas utilizadas no Sistema Tonal, somente se constrói uma tríade aumentada sobre o terceiro grau da escala menor harmônica ou da melódica ascendente. 2 Exemplo nº 1-2 Note-se que, no exemplo acima, estão indicados os acordes, os graus e as funções dos acordes da escala de Sol Maior que serão utilizados para a harmonização do nosso canto dado. Na análise harmônica, serão empregados esses três sistemas de cifragem (sistema cordal, sistema gradual e sistema funcional)4 para indicar como é realizada a harmonização, isto é, quais as intenções e quais os resultados do processo de escolha e encadeamento de acordes. Para a realização de uma harmonização eufônica5, é necessário levar em conta a afinidade dos acordes com as notas da melodia, isto é, buscar quais são os acordes que possuem cada uma das nota

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