• Document: SISTEMA DE ENLONAMENTO AUTOMATIZADO - UMA SOLUÇÃO PARA VEDAÇÃO SUPERIOR DE CARROCERIAS
  • Size: 473.18 KB
  • Uploaded: 2018-10-11 16:46:18
  • Status: Successfully converted


Some snippets from your converted document:

SISTEMA DE ENLONAMENTO AUTOMATIZADO - UMA SOLUÇÃO PARA VEDAÇÃO SUPERIOR DE CARROCERIAS Renato Ramirez Viana Neves Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia Mecatrônica, Escola Politécnica Sergio de Paula Pellegrini Universidade de Tecnologia de Delft Departamento de Engenharia Biomecânica, Faculdade de Engenharia Mecânica, Naval e de Materiais Stergios Pericles Tsiloufas Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, Escola Politécnica Cesar Monzu Freire Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia Mecânica, Escola Politécnica Paulo Carlos Kaminski Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia Mecânica, Escola Politécnica RESUMO Este artigo descreve o desenvolvimento de uma solução para a perda de carga granulada na parte superior de carrocerias, especialmente na interface entre a lona e a carroceria. Os benefícios econômicos e ambientais dessa tecnologia podem ser constatados, por exemplo, na solução do problema da perda de grãos no transporte rodoviário. Há poucos estudos quantitativos nessa área, porém todos eles indicam que as perdas são da ordem de centenas de milhões de reais por ano. Esse desperdício tem sido combatido pelos fabricantes de carretas – que buscam sanar o escape de grãos entre as paredes laterais e o piso – mas ainda faltam soluções para a interface superior da lona com a carroceria. Atualmente, o enlonamento é majoritariamente realizado de forma manual em um tempo elevado e não garantindo uniformidade na vedação da carga. Dessa forma, discutir o problema do enlonamento de carretas, visando complementar as soluções existentes para a vedação da carga, pode proporcionar ganhos significativos – desde a redução dos prejuízos causados pelo simples desperdício ou até evitando a germinação espontânea de sementes perdidas nas beiras de estrada. A idéia aqui apresentada proporciona também ganhos logísticos, uma vez que o tempo gasto no enlonamento e desenlonamento das carretas é significativamente reduzido para menos de dois minutos. O projeto mecânico é executado com peças padrão e de fácil manufatura, resultando em um sistema simples e robusto que pode ser adaptado para diversos modelos de caçambas e instalado de maneira a não comprometer sua integridade. Uma prova de conceito é realizada, com a construção de um modelo em escala 1:2. Os resultados obtidos com esse modelo são discutidos e alterações para produção em escala de um sistema em tamanho real são sugeridas. Finalmente, outras possíveis aplicações são brevemente explicitadas. Palavras-chave: transporte de carga granulada; enlonamento automatizado; carrocerias; projeto mecânico. 1. INTRODUÇÃO Não é novidade que o Brasil é um grande exportador de commodities agrícolas, graças à disponibilidade de terras cultiváveis e ao clima favorável. Além disso, os números mostram uma tendência de aumento da produção. Segundo o (IBGE, 2011), a produção anual de grãos em 2010 foi de mais de 150 milhões de toneladas. Entre 2001 e 2010, houve um crescimento na produção próximo a 50%, tanto pelo aumento da área cultivada quanto pelo aumento da produtividade. Entretanto, há ainda um enorme desperdício da produção, tanto na pré quanto na pós-colheita. A perda pré-colheita não ultrapassou 3% por ano na década entre 2001 e 2010, com uma média de 1,9% por safra. Apesar de haver poucos estudos que quantifiquem as perdas pós-colheita, é consenso que essas são mais significativas. Em um estudo publicado no ano de 2002, a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA (apud IBGE, 2003), afirma que, somente durante o transporte, a perda seja de 5% a 10%, dependendo do produto transportado. Isso corresponde a perdas de R$2,7 bilhões por safra. O estudo ainda afirma que cerca de 60% de toda a produção agrícola brasileira é transportada por rodovias. Resulta que uma parcela dos grãos é perdida pelas frestas entre a lateral e o piso da carroceria, o que pode ser resolvida pela forração interna da mesma, prática já adotada por diversos caminhoneiros e fabricantes de carrocerias graneleiras. Outra considerável parcela é perdida através da parte superior da carroceria, devido ao enlonamento inadequado e não-uniforme resultante da atividade manual que frequentemente exige rapidez. Obviamente, essas perdas são influenciadas pela qualidade da pavimentação por onde o caminhão trafega, pois a trepidação e os buracos são decisivos no escape de grãos quando a carga não é co

Recently converted files (publicly available):