• Document: MANUAL DE XADREZ. Desenvolvimento Físico-Esportivo. Professor: Hélio Neto. Centro Educacional Sesc Cidadania
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MANUAL DE XADREZ 2017 Desenvolvimento Físico-Esportivo Professor: Hélio Neto Centro Educacional Sesc Cidadania APRESENTAÇÃO Esta apostila é destinada a todos os alunos do Desenvolvimento Físico Esportivo (DFE) interessados em aprender a milenar arte do jogo que também é cultura, esporte e lazer, o Xadrez. Espera-se que o leitor sinta-se satisfeito com as explicações dadas e que os exercícios propostos sirvam de inspiração na busca de aperfeiçoamento de suas técnicas e táticas do jogo. Este material foi elaborado com base em diversos livros e outras apostilas publicadas, sendo o conteúdo apresentado com uma metodologia de fácil entendimento, oferecendo também atividades para fixação dos conteúdos e temas abordados. Hélio Neto SUMÁRIO 1. A HISTÓRIA DO XADREZ 2. DICAS página 1 página 3 3. OBJETIVO 4. TABULEIRO página 6 página 7 5. PEÇAS 6. O RELÓGIO página 8 página 11 7. MOVIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS 8. FASES DO JOGO página 12 página 14 9. ABERTURAS 10. SISTEMA ALGÉBRICO página 17 página 29 11. MATES BÁSICOS 12. TEMAS DE COMBINAÇÃO página 35 página 42 13. TOP 10 MELHORES JOGADORES DE XADREZ DE REFERÊNCIAS TODOS OS TEMPOS página 48 página 43 Centro Educacional Sesc Cidadania 1. A HISTÓRIA DO XADREZ O Xadrez é um jogo tão antigo que, durante todos os anos de sua existência, várias foram as histórias associadas a sua origem. A primeira história que se é contada mundialmente se passa na Índia. Havia uma pequena cidade chamada Taligana, e o único filho do poderoso rajá foi morto em uma sangrenta batalha. O rajá entrou em depressão e nunca havia conseguido superar a perda do filho. O grande problema era que o rajá não só estava morrendo aos poucos, como também estava se descuidando em relação ao seu reino. Era uma questão de tempo até que o reino caísse totalmente. Vendo a queda do reino, um brâmane chamado Lahur Sessa, certo dia foi até o rei e lhe apresentou um tabuleiro contendo 64 quadrados, brancos e pretos, além de diversas peças que representavam fielmente as tropas do seu exército, a infantaria, a cavalaria, os carros de combate, os condutores de elefantes, o principal vizir e o próprio rajá. O sacerdote disse ao rajá que tal jogo poderia acalmar seu espírito e que sem dúvida alguma, iria curar-se da depressão. De fato, tudo o que o brâmane disse acontecera, o rajá voltou a governar seu reino, tirando o a crise de seu caminho. Era inexplicável como aquilo tudo aconteceu, sendo um único tabuleiro com peças o responsável por tirar a tristeza do rajá. Como recompensa, o brâmane foi agraciado com a oportunidade de pedir o que quisesse. Logo de primeira, ele recusou tal oferta, pois achava que não fosse merecedor de tal proposta, mas mediante insistência do rajá, ele fez um simples pedido. O brâmane pediu simplesmente um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta e assim sucessivamente até a última casa. O rajá chegou a achar graça, tamanha a ingenuidade do pedido. Manual de Xadrez | Desenvolvimento Físico-Esportivo 1 Centro Educacional Sesc Cidadania Entretanto, o humilde pedido do brâmane não era tão humilde assim. Após fazerem vários cálculos de quanto trigo eles teriam que dar para ele, descobriram que seria necessária toda a safra do reino por incríveis dois mil anos para atender ao pedido do sacerdote. Impressionado com a inteligência do brâmane, o rajá o convidou para ser o principal vizir (espécie de ministro, conselheiro do rajá) do reino, sendo perdoado por Sessa de sua grande dívida em trigo. Na verdade, o que o brâmane apresentou para o rajá não foi o jogo de xadrez, foi a chaturanga, uma das principais variantes do jogo de xadrez moderno. Outra grande possibilidade que se apresenta em diversas histórias sobre a origem do Xadrez, é que Ares, o deus da guerra, teria criado um tabuleiro para testar suas táticas de guerra (que eram bem limitadas, pois Ares nunca foi conhecido por ter tática nas suas batalhas, ele era simplesmente agressivo, atacando sem precisão alguma na maioria das vezes). Entretanto, cada peça do tabuleiro representava uma parte do seu exército, e assim foi, até que Ares teve um filho com uma mortal, e passou p

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