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A obra O cortiço, 1890 Aluísio Azevedo Semi Manhã - Aulas 17 e 18 Semi Tarde - Aulas 15 e 16 A escola Naturalismo Diferenças entre três escolas Romantismo: Expressão exaltada dos sentimentos, realidade recriada pela imaginação. X Realismo: Observação da realidade humana, retratação do seu aspecto psicológico e do social. Naturalismo: Observação da realidade humana retratação do seu aspecto biológico e do patológico. © Prof. Eloy Gustavo O primeiro romance naturalista Théresè Raquin, 1867 / Émile Zola Fragmento do prefácio da segunda edição "Em Théresè Raquin, eu quis estudar alguns temperamentos. Eis aí todo o livro. Escolhi personagens soberanamente dominados por seus nervos e sangue, desprovidos de livre-arbítrio, levados a cada ato de suas vidas pelas fatalidade da carne. Thérèse e Laurent são humanos brutos, nada mais. (...) Começamos, espero, a compreender que meu objetivo foi científico." © Prof. Eloy Gustavo Características do Naturalismo • Visão de mundo mecanicista e determinista: cientificismo. - Augusto Conte => Positivismo (Pensamento mais elevado – Ciência) - A escrita como ferramenta de investigação social - Taine => Positivismo de Conte aplicado a literatura e as Artes momento + meio + raça - Haeckel e Spencer => Ideias de Darwin aplicadas aos processos sociais Seleção natural e seleção sexual • Fim do Sentimentalismo Romântico (razão em lugar da emoção) • Busca de reforma social – preocupação premente do século XIX Socialismo – Comunismo – Anarquismo *** REALIDADE DESCRITA OBJETIVAMENTE *** (DETALHES SÓRDIDOS) O escritor Aluísio Tancredo Belo Gonçalves de Azevedo 1857 - São Luís, MA 1913 - Buenos Aires Fundador da cadeira 4 da ABL Algumas características do escritor • Foi o primeiro autor profissional da literatura brasileira • Como autor naturalista, denunciou problemas como promiscuidade, miséria, fome, exploração e prostituição em sua obra. • Seus protagonistas degradam-se social e moralmente por força da opressão social e econômica e/ou pelo determinismo das leis naturais. ZOOMORFIZAÇÃO • Revelou novas técnicas narrativas, apreendidas de: Eça de Queiroz => Flexibilidade de Registro, Prosa limpa e precisa, situações dramáticas Émile Zola => Detalhes científicos, exame cotidiano da vida burguesa, análise de casos patológicos, movimentos populares. Algumas características da obra • Gênero: romance experimental • Estrutura: 23 capítulos aproximadamente do mesmo tamanho • Foco narrativo: terceira pessoa onisciente • Enredo (fatos principais): Enriquecimento de João Romão e sua relação com Miranda; O “abrasileiramento” de Jerônimo. • Enredo (fatos secundários): As agruras e as alegrias dos habitantes do cortiço. O espaço Rio de Janeiro – bairro do Botafogo. Predomínio dos seguintes ambientes: - o cortiço; - o comércio e a “casa” de João Romão; - e o sobrado de Miranda. O tempo Não há nenhuma data precisa fornecida no livro; Romances naturalistas, em geral, ocorrem numa época próxima a da sua publicação. Tempo compreendido entre os anos de 1872 e 1880; (em determinada passagem o velho Botelho fala da lei do ventre livre em 1871). Linguagem Linguagem precisa, sóbria e objetiva empregada pelo narrador. Registro da linguagem falada do Brasil e de Portugal. Gírias, jargões, ditos populares e xingamentos agressivos. Discurso indireto-livre. Mistura da percepção de diferentes sentidos – SINESTESIA. Comparações e metáforas: ZOOMORFIZAÇÃO / FITOMORFIZAÇÃO. Pontuação emotiva – exagero de exclamações e reticências. Linguagem O despertar no cortiço Cultura X Zoomorfização e Fitomorfização Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. (...) (O cortiço como se fosse ele em si uma personagem) Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados d

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